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Desde terça-feira. Três pessoas morreram à espera de socorro do INEM
Desde a passada terça-feira, três pessoas morreram por atrasos na assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica. Os óbitos foram registados no Seixal, Quinta do Conde e Tavira.
O primeiro caso, revelado na quarta-feira, foi um homem de 78 anos residente no Seixal que esperou quase três horas por socorro. Já esta quinta-feira, foram divulgados mais dois óbitos. Uma mulher de cerca de 70 anos na Quinta do Conde e um homem de 68 anos em Tavira.
A morte do homem de 78 anos, no Seixal, que morreu depois de esperar quase três horas pelo socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) já levou a Procuradoria-Geral da República a instaurar a abertura de um inquérito. O Ministério Público determinou ainda a realização de autópsia.
Na quarta-feira, ao dar a conhecer a morte deste homem, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem do INEM pudesse ter influenciado o desfecho. Pouco depois, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica negou essa possibilidade, garantindo que o sistema “não falhou” e que foi feito um pedido de ativação de ambulância 15 minutos após a chamada telefónica.
Mulher da Quinta do Conde esperou mais de 40 minutos Uma mulher de aproximadamente 70 anos morreu, quarta-feira, na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, depois de ter esperado mais de 40 minutos por assistência. O alerta foi dado por um neto às 13h43 de quarta-feira. A utente estava em dispneia e cianose, com obstrução da via área. O INEM já abriu uma auditoria interna a este óbito.
A falta de meios de assistência na margem sul, levou a que fosse disponibilizada uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos, que estavam a 35 quilómetros do incidente, e que levaram cerca de 40 minutos a chegar ao local.
Uma hora de espera em Tavira Um homem de 68 anos esteve mais de uma hora à espera dos meios de socorro, em Tavira, acabando por morrer.
O homem sentiu-se mal ao final da tarde de quarta-feira e os meios de socorro demoraram mais de uma hora a chegar ao local.
O presidente do INEM afirmou, à saída de uma reunião com a Liga dos Bombeiros Portugueses, que o instituto irá, a seu tempo, emitir comunicados sobre os novos casos de mortes de pessoas que aguardaram demasiado tempo pelo socorro.
"Todas as situações que eventualmente possam configurar uma situação de falha de socorro terão de ser devidamente averiguadas", declarou Luís Mendes Cabral.
O responsável assegurou que o INEM será transparente ao longo de todo o processo e que "não haverá qualquer tipo de ocultação".